A Natureza é um templo onde vivos pilares
Deixam filtrar não raro insólitos enredos;
o homem o cruza em meio a um bosque de segredos
Que ali o espreitam com seus olhos familiares.
Como ecos longos que à distância se matizam
numa vertiginosa e lúgubre unidade,
tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,
Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.
Há aromas frescos como a carne dos infantes,
Doces como o Oboé, verdes como a campina,
e outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,
Com a fluidez daquilo que jamais termina,
como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente
que a glória exaltam dos sentidos e da mente.
quinta-feira, 25 de março de 2010
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